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Filosofia para transformar empresas

Platão

“Considero importante trazer para o âmbito dos negócios a visão da filosofia clássica. É com o pensar filosófico que poderemos transformar as empresas em organizações que permitam que este século vença os enormes desafios que nossa civilização enfrenta.”

Luiz Seabra, Fundador da Natura.
Revista Época Negócios, Dez/08

Meu vizinho e amigo Guilherme Belotti deixou aqui algumas revistas tratando sobre a crise econômica internacional para fomentar nossos encontros semanais de debate e reflexão sobre o mercado de internet e tecnologia. Fiquei muito satisfeito ao ler as palavras do “Seu Luiz” sobre a aplicação da filosofia clássica aos negócios. É um exercício árduo transformar a sua empresa em uma cidade. Um organismo de existência, habitat humano, propício à criação e ao desenvolvimento, a cidade próxima, autárquica, justa e perfeita.

Para Platão, a essência do homem e a essência da cidade são a mesma.
A república
, uma cidade reformada, perfeita e feliz, na ilha Utopia de Thomas Morus.
Ou ainda, a cidade idealizada do magnífico Estatuto das Cidades.

A Zerotrack é a nossa cidade, nossa utopia e essência.


Categorizado como: Conceitos


8 Comentários

  1. Ou… Muito bom reencontrar você e ver como as coisas estão indo bem. Adorei a analogia a polis grega e acho muito importante chamar atenção para essa racionalização questionadora, ou seja, as empresas devem sempre buscar o lucro mas nunca deixar de pensar no impacto desse lucro no futuro da própria empresa e dos outros que dependem dela. Ahhh gosto mais ainda da referência a Platão, pois para ele o rei deveria ser um filósofo… Eu aceitaria numa boa. :P Abraçoes e continue o belo trabalho.

  2. Andrei Cerentini disse:

    Acho que a filosofia deveria estar há muito mais tempo nas empresas, não como “filosofia de vida” como sempre se apresentam; nada raso, mas, ousada e formal, modificando o modo de pensar do próprio sentido da palavra empresa.
    A filosofia clássica não pode ser reduzida a Platão. Além disso, precisa-se pensar melhor quando se pensa em filosofia clássica. O que isso quer dizer? As doutrinas clássicas são muitas e não podem ser colocadas no mesmo lugar. Assim como temos hedonistas, epicuristas, ptolomáicos, sofistas, pitagóricos, aristotélicos, também temos os platonistas. Está colocado aqui de uma forma muito vaga o sentido de filosofia clássica.
    Aristóteles discordaria severamente de Platão com relação a Cidade/Pólis. O estagirita pensava que a cidade ideal de Platão era inconcebível apenas por ser um ideal, e o próprio Platão concordaria com isso. Para Aristóteles a cidade modelo é aquela que busca uma constituição voltada para o bem comum, só que o bem comum depende de cidade para cidade, cada constituição se aproxima mais da justiça na medida que conhece melhor quem a habita.
    Bom, é tão simplório falar que a filosofia clássica é boa para empresas. As mais variadas formas de “filosofia séria” também serviriam para organizações/empresas, só depende como se usa e quem usa. Mais honesto seria o “Seu Luiz” usar apenas a palavra filosofia. E usar a filosofia para tentar resolver problemas da civilização é evidente. Ingênuos são aqueles que pensam que a filosofia não ajuda a resolver problemas organizacionais. O pior seria resolver problemas, não conhecer filosofia, e ainda dizer que não é necessário usar a filosofia para resolver problemas.

  3. Tiago Jaime Machado disse:

    @andreicerentini concordo plenamente que a “aerodinâmica” das cidades são construções próprias, haja visto que são organismos vivos e latentes de pessoas, relações, inter-relações, intra-relações, não-relações, etc…

    As cidades são feitas antes de tudo de indivíduos, que convivem em intimidade para consigo, com seus pares e até mesmo intimamente com alguns aspectos que ele adotar da cidade, não havendo uma intimidade plena, já que a relação indivíduo/social – social/íntimo são distintas.

    Mas a construção do ideário da cidade, do monolítico arcabouço de construções ideológicas das cidades é uma massa firme. Concreto, cimento projetado das idéias.

    Sem um modelo formal de pedra/pedra, não poderemos esculpir nossa aeronave-dinâmica chamada cidade ou empresa.

    Sim, devemos nos libertar, utilizar novas sintaxes, reescrever o código (matrix-fail). No momento, a polkadots, uma cidade pequena no interior dos corações enérgicos apenas dá os primeiros passos em direção a construção de um modelo. E sua ajuda, incentivo e crítica é principalmente combustível de nossas betoneiras.

    Obrigado, volte sempre. Aguardo seu artigo, publique aqui!

  4. Mais um post maravilhoso. A cada atualização, o “play the blog” torna-se uma fonte mais rica em idéias, são como ouro para alguns. Um acervo que podemos utilizar para basear os padrões, tanto empresarial, quanto pessoal. Tenho orgulho de fazer parte dessa cidade. Eu sou polkadotter, e você?

  5. Vanessa disse:

    ei, mas demorou pra alguém se ligar e dizer isso à Época… e justo por parte da Natura (depois cosmético é que é bobagem) :)

  6. sy disse:

    caramba , admiro vcs com toda essa filosofia racionalizada!!!!!!!!! gostaria de poder ter a ajuda de um de vcs pra realizar meu trabalho de : QUAIS CONTRIBUIÇOES A FILOSOFIA PROPORCIONA AO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL? se alguém puder me ajudar respondendo em ao menos 15 linhas essa questão, fico muito agradecida e feliz,…tenho qu eentregar segunda-feira-amanha-20/09/10, grata

  7. Jadir Mauro Galvão disse:

    Estão todos convidados a participar e debater no blog filosofianasemnrepsas.blogspot.com

    Nos vemos lá

    Jadir

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